segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
domingo, 14 de dezembro de 2014
ARTIGO CONTINENTES...
RESUMO:
Trabalhar
numa perspectiva construtivista faz com que o aluno crie suas próprias analises
hipóteses e possíveis soluções. O uso de maquetes estimula o aluno a rever seus
conceitos de mundo, ampliando seus conhecimentos, integração com outros colegas
num perspectiva coletiva de construção do conhecimento. Os alunos detentores de
maior conhecimento passam para os de menores, socializando os saberes. O uso de
materiais reciclados e a própria reutilização de materiais de outros trabalhos
fazem com o aluno tenha uma maior conscientização ecológica dos recursos.
Palavras
chaves: Construção; Maquetes; Materiais
reciclados; Conscientização ecologicas
INTRODUÇÃO
Os continentes são imensas porções de Terra, cercada por uma
colossal massa de água salgada. Formada principalmente por Oceanos, acredita-se
que essas gigantesca massa de água tenha sido trazida por uma chuva de
meteoritos que caíram em nosso planeta por mais de 20mil anos. Gotículas e
pequenos cristais de gelo viajaram pelo espaço e ao chocar com o nosso planeta
derreteram e formaram a primeira porção de água em nosso planeta.
No inicio nosso planeta era muito quente e com isso a
evaporação dessa massa de água formou um grande mar. Com os processos de
vulcanismo algumas porções de terra levantaram dos Oceanos formando uma grande
porção de Terra que chamamos de Pageia. Pageia era o super continente formado
por placas tectônicas que se transportaram e ao colidir uma com a outra formam
uma única placa.
Por volta de 60 milhões atrás esse super continente se desfaz
quebrando-o em vários pedaços formando o que nos temos como a superfície
terrestre. Em formas variadas, essas placas formam o que chamamos de
continentes e continuam em constante transformação devida movimentação do manto
terrestre onde essas grandes massas de terras encontram apoiadas.
DESENVOLVIMENTO
Há mais de 400 milhões de anos, todos os continentes do nosso
planeta estavam unidos, formando um grande continente (Pajeia), que se
fragmentou e deu origem à atual configuração. Estima-se que esse fenômeno
ocorreu há 60 milhões de anos, sendo desencadeado pelo movimento das placas
tectônicas.
Atualmente o nosso planeta possui seis continentes: África,
América, Antártica, Ásia, Europa e Oceania. Essas grandes porções de terras
emersas, limitadas por oceanos, mares e montanhas, possuem extensão territorial
de 149.440.850 quilômetros quadrados, correspondendo a aproximadamente 29% da
superfície terrestre. Toda essa massa de terras é
dividida em seis áreas, chamadas continentes, que são: África, América,
Antártica, Ásia, Europa e Oceania.
·
África: Com extensão territorial de
30.198.835 quilômetros quadrados, o continente africano abriga aproximadamente
1,1 bilhão de habitantes, distribuído em 53 países, sendo a Nigéria o mais
populoso: 158,2 milhões de pessoas. A densidade demográfica africana é de 34
habitantes por quilômetro quadrado; o crescimento demográfico é o maior do
mundo: 2,3% ao ano. Os países desse continente apresentam vários problemas
socioeconômicos – a AIDS e a malária são responsáveis por muitas mortes; mais
da metade dos habitantes vivem com menos de 1,25 dólares por dia, ou seja,
abaixo da linha de pobreza; a taxa de mortalidade infantil é de 79 óbitos
a cada mil nascidos vivos. Por outro lado, a África apresenta a maior
diversidade cultural, além de abrigar belas paisagens naturais.·.
·
América: O continente americano possui
uma área superior a 42 milhões de quilômetros quadrados, estando dividido em
América do Norte (23,4 milhões de km²), América Central (735,6 mil km²) e
América do Sul (17,8 milhões de km²). A América é formada por 35 países, e sua
população é de 934,3 milhões de habitantes. Estados Unidos e Canadá (países da
América do Norte) apresentam elevados Índices de Desenvolvimento Humano (IDH),
entretanto, o México e a maioria das nações da América Central e do Sul possuem
vários problemas de ordem socioeconômica.
·
Antártica: aproximadamente 90% das
geleiras estão localizadas nesse continente. Sua extensão territorial é de 13,2
milhões de quilômetros quadrados, porém, no inverno, com o congelamento da
água, a Antártica pode atingir até 26 milhões de km². Ele é habitado por
pesquisadores de 27 nações.
·
Ásia: esse é o maior e mais populoso
continente terrestre. Sua área é de 44,9 milhões de quilômetros quadrados,
correspondendo a 30% das áreas emersas do globo. O contingente populacional
asiático é de 4,1 bilhões de habitantes (60% da população mundial). Esse grande
continente está dividido em 45 países, sendo a China o maior (9.596.961 km²) e
mais habitado (1,3 bilhão de habitantes).
·
Europa: possui 49 países distribuídos em
uma área de 10,3 milhões de quilômetros quadrados. Com 749,6 milhões de
habitantes, a Europa apresenta o menor crescimento populacional: 0,1% ao ano.
Esse continente detém os melhores indicadores socioeconômicos do planeta.
·
Oceania: menor porção continental possui
extensão territorial de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, onde residem 37,1
milhões de habitantes, distribuídos em 14 nações. Com exceção da Austrália e
Nova Zelândia, os países desse continente apresentam diversos problemas
econômicos.
PRATICA
Usando
material reciclável de outros trabalhos realizados pela turma 61 do 6 ano do
ensino fundamental, com o objetivo de desenvolver o conteúdo formação dos
continente sugeri para a turma a construção de
maquetes para representar os continentes e seus oceanos. De uma forma descontraída os alunos aprenderam a Geografia politica, econômica e social de cada continente.
Com
placas de isopor usadas, tempera gel para cabelo, matriz usada, e uma imagem do
globo. Os alunos construíram a maquete identificando os continentes e oceanos e
construíram uma exposição na entrada da escola para os alunos de outras turmas
apreciassem os trabalhos.
Foi visível nos olhos dos alunos que esta prática foi muito prazerosa e proveitosa. Na hora de apresentar seus trabalhos para os demais alunos, possuíam conhecimento e a maturidade necessária para apresentar seus trabalhos.
Foi visível nos olhos dos alunos que esta prática foi muito prazerosa e proveitosa. Na hora de apresentar seus trabalhos para os demais alunos, possuíam conhecimento e a maturidade necessária para apresentar seus trabalhos.
CONCLUSÃO
Trabalhar
de forma divertida e prazerosa os conteúdos de geografia e ciências. Fazem com
que o aluno cresça intelectualmente crie gosto pela pesquisa e pelo prazer de
estudar. E conheça o mundo que o cerca e que nosso planeta esta sempre num
processo evolutivo de constantes transformações.
Origem dos Continentes...
Os continentes, conforme se apresentam nos dias de hoje, foram, na verdade, originados de um processo de fragmentação e afastamento de terras emersas de um único aglomerado primordial, processo este que durou centenas de milhões de anos. Este aglomerado de terras continentais, chamado Pangeia, existiu há cerca de duzentos milhões de anos atrás.
O afastamento de suas porções continentais foi gerado provavelmente a partir da atividade tectônica terrestre que, no período referido, encontrava-se em plena ação e em larga escala. Segundo consta nos estudos realizados, uma primeira porção continental teria sido separada das demais na região setentrional da Pangéia. A este primeiro grande fragmento deu-se o nome de Laurásia, originada por volta de cento e e trinta milhões de anos atrás.
Os territórios que na atualidade formam a África e a América do Sul formavam dois fragmentos colados em suas regiões costeiras. Especula-se tal fato, inclusive, pela similaridade entre tipos de vegetação e terrenos encontrados nos dois continentes. Por outro lado, os territórios referentes ao atual continente da América do Norte talvez tenham tido, neste período, maior contato fronteiriço com relação aos territórios euro-asiáticos do que com a América do Sul. A porção referente à atual Austrália situava-se mais ao sul. A forma e a posição das porções continentais só passaram a aproximar-se de suas formas e posições atuais a partir de sessenta e cinco milhões de anos atrás. No entanto, outro fragmento, de características insulares, na região meridional, ainda não havia sido juntado: o território referente à atual Índia, porção insular que, mais tarde, juntou-se à porção continental asiática, resultando num grande choque entre terras. Algumas teorias remetem a este fato o próprio nascimento das cadeias montanhosas do Himalaia.
O PANGEIA
O imenso continente da Pangeia teria sido dividido por um imenso braço de mar denominadomar de Tétis (que mais tarde deu origem ao mar Mediterrâneo) em duas porções continentais:Gondwana e Laurásia. Há cerca de 65 milhões de anos, a Gondwana e a Laurásia começaram a se separar para dar origem às atuais formas dos continentes. O deslocamento para oeste das terras que compõem atualmente as Américas realizou uma grande pressão sobre as rochas, dobrando-as para dar origem às atuais cordilheiras que ocupam a porção ocidental das Américas: cordilheira dos Andes ao sul, Sierras Madres na porção central e montanhas Rochosas ao norte.
O deslocamento para leste deu origem à cordilheira do Himalaia e às cadeias de montanhas submarinas do Pacífico, que em alguns trechos ficam fora d'água formando os arquipélagos do Japão, das Filipinas e outros.
A explicação para este fato é dada pela idéia de que, no passado, existia na Terra apenas um super-continente denominado Pangeia, que mais tarde se fragmentou e as partes resultantes foram se afastando até alcançarem o formato atual.
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Pangeia: A América do Norte estava ligada à turásia (Europa e Ásia) e a América do Sul ligada à África. A Austrália e a Antártica também estavam unidas ao mesmo conjunto e a índia, por sua vez, estava perfeitamente encaixada entre a África e a Austrália.

Expansão da Pangeia
Há mais ou menos 180 milhões de anos, a partir do período jurássico, os continentes começaram a se afastar, tanto na direção oeste (América) quanto em direção à linha do equador, Formaram-se dois supercontinentes: a Laurásia e a Gondwana. Observe que a América do Norte afastou-se da África e da América do Sul e a índia separou-se da Antártica indo em direção à Ásia.

Pangeia desconfigurada
Há 65 milhões de anos, no início do Terciário, a América do Sul separou-se da África e, a seguir, a América do Norte, da Laurásia. A índia continuava a se deslocar em direção à Ásia. A Austrália e a Antártica mantinham-se ligadas.

Presente

Presente
Finalmente, nos últimos 65 milhões de anos, as Américas se juntaram, a Austrália separou-se da Antártica e a índia "chocou-se" com a Ásia, formando a cordilheira do Himalaia. A Groenlândia afastou-se da América e os continentes ficaram separados pelos oceanos.
Referencial Teórico
I Congresso “Práticas Inovadoras”: o currículo em movimento
ENSINO DE HISTÓRIA EM CONTEXTOS CONCRETOS
Renato Avellar de Albuquerque Prof.renatohistoria@gmail.com
EMEF David Canabarro
Resumo
Este artigo relata a experiência nas aulas de História de uma turma de 8º ano, na EMEF David
Canabarro com a utilização de maquete como forma de estimular o estudo de conteúdos
relacionados à disciplina, desenvolvendo diversas competências e criando situações que
permitem aos alunos vivenciarem um papel ativo na construção de conhecimentos
escolarizados em um contexto colaborativo sob objetos de aprendizagens concretos.
Palavra-Chave: Ensino de História – Ensino Fundamental – Objetos de Aprendizagem
Introdução
Criar aulas interessantes e realmente significativas nunca foi tarefa fácil. Nem mesmo
idealizando o passado conseguimos ter a inocência de que as aulas, de maneira geral, sempre
foram momentos interessantes e motivadores. Esta tarefa é dificultada ainda mais pela
concorrência de outros atrativos, como brincadeiras ou mais atualmente as mídias digitais.
Algumas vezes os professores planejam aulas com diversos materiais, com propostas
interessantes, do seu próprio ponto de vista, mas que no momento do desenvolvimento com os
alunos acabam ficando na frustração de não ter despertado interesse algum. Por que será que
tantas vezes os interesses de professores e alunos andam tão descompassados?
Este artigo busca fazer uma reflexão inicial sobre uma experiência de sala com o uso de
maquetes em aula de História. O uso em si não tem nada de inovador, mas favorece pensar
sobre razões que podem ajudar a responder a pergunta anterior. Além do aspecto material do
uso de maquetes, intimamente ligada às estratégias pedagógicas para crianças no estágio
operatório concreto, esta experiência também chama atenção pelos desdobramentos de
situações de interação que elas criam, não apenas pelo resultado do objeto. Desenvolvimento
Existe uma vertente na Educação que aposta no uso das tecnologias digitais como
forma de revolucionar o Ensino Básico. Sem dúvida as tecnologias da Informação e
Comunicação (TIC) têm muito a contribuírem com essa tarefa no século XXI. Entretanto, elas
são apenas um meio para desenvolverem certos conhecimentos, não uma finalidade.
A orientação que ajusta a rota de condução da Educação é dada pela teoria pedagógica
a que o professor se filia ao ministrar sua aula ou agir quotidianamente na escola.
I Congresso “Práticas Inovadoras”: o currículo em movimento
Na maioria das vezes essas teorias não são estruturadas de forma clara nem de maneira exclusiva em uma corrente. Estas múltiplas contribuições formam um todo caótico de preceitos pedagógicos,
políticos e ideológicos da área do conhecimento e dos conhecimentos praxiológicos de sala de
aula.
Um dado importante sobre os anos finais do ensino fundamental, muitas vezes
negligenciado por professores das licenciaturas das áreas especificas: estas etapas no ensino
regular são compostas por crianças. Essa simples constatação, quase óbvia, muitas vezes não é
tomada como uma condição imposta pela natureza do desenvolvimento humano, na medida
em que os professores cobram práticas e esquemas de desenvolvimento cognitivo típicos de
indivíduos adultos.
Muitos professores continuam com o mesmo formato de aula posto em prática pelas
escolas há pelo menos duzentos anos atrás, em que os alunos enfileirados nas suas classes
olham, ouvem e copiam o que o professor deseja mostrar. Esse método requer silêncio e
atenção, talvez por isso mesmo seja tão difícil adequar essa metodologia com crianças. Muitos
de nós professores nos esquecemos da inquietação característica de quando éramos jovens,
não há quem não tenha passado por fases de um impulso incontrolável de se movimentar nas
aulas, embora de maneira menos freqüente na medida em que se avançava na idade.
Os professores de ensino fundamental precisam compreender que as crianças só irão se
envolver mais com a aula, sem o problema da indisciplina, quando o impulso da brincadeira
estiver voltado à atividade pedagógica, quando brincar e estudar for um único movimento. A
ludicidade é um aspecto muitas vezes marginalizado nas propostas pedagógicas dos
professores, considerada “perda de tempo”, quando este tempo é revertido no final das contas
em períodos nos quais o professor tenta, muitas vezes inutilmente, chamar à ordem da sala, até
chegar o momento em que precisa apelar para as punições.
Certamente os professores com experiência em sala de aula saberão dimensionar estas
palavras, pois não é nada fácil manter esta disposição no quotidiano do nosso fazer pedagógico.
Existe uma força quase coercitiva da arquitetura escolar para a metodologia expositiva, da
turma enfileirada, do livro e do exercício. Nem mesmo seria correto transformar todo o tempo
escolar em um contínuo brincar, afinal, a violência simbólica existente na ação pedagógica
pressupõe disciplinar os indivíduos para atividades que necessitam da concentração para se
ocorrerem(BOURDIEU, 2009_b).
Esta organização escolar que atinge não somente a forma de ensinar, como também
todo trabalho docente, criar uma tendência comum a se utilizar um critério avaliativo baseado
na produtividade do aluno. Se de por um lado esta visão sugere que a escola ainda mantém
esse caráter de maquinaria de um processo industrial, por outro podemos também refletir I Congresso “Práticas Inovadoras”: o currículo em movimento
sobre a influência que esta postura gera na construção de um habitus (BOURDIEU, 2009_a) nas
crianças, ou mais especificamente, sobre o caráter do produto. A produtividade a que me refiro
está ligada ao número de trabalhos entregues, aos índices de resposta na avaliação escrita, ao
nível de participação nas aulas e por vezes ao número de escritos feitos no caderno. Sem esse
registro escrito e mnemônico dos alunos fica impossível atribuir qualquer valor ao aprendizado.
Sem dúvidas várias outras aprendizagens se processam durante um ano na sala de aula,
muitas delas passam despercebidas pelos professores, e que acabam sendo ocultadas pela falta
de fontes concretas para a avaliação. A avaliação do professor é uma forma de verificar o
crescimento do discente em um determinado ramo do conhecimento, mas muitas vezes este
crescimento não se dá no espaço estrito da sala de aula. Portanto, quando o professor se
detém somente sobre os conhecimentos específicos que trabalha com as turmas, não estará
medindo seus conhecimentos em seu processo individual de desenvolvimento cognitivo, mas
sua capacidade de assimilação.
O professor pode constatar uma baixa capacidade de aprendizagem do aluno, motivada
por problemas ou estágios diferenciados do desenvolvimento cognitivo, razões psicológicas ou
de habitus comportamentais, mas é importante que ele compreenda qual estratégia de
aprendizagem poderá usar para a turma, seja ela como um todo, por grupos ou
individualmente, depois que esta baixa capacidade ou essas “faltas” de conhecimentos são
identificadas. Certamente a opção por desenvolver uma forma de ensino individualizada para o
aluno se torna difícil pelo grande número de indivíduos nas salas de aula e principalmente pelo
reduzido tempo que os professores das áreas específicas passam com as turmas (TARDIF,
LESSARD,2009). Qualquer estratégia didática desenvolvida para turmas onde exista uma grande
diferenciação em termos de aprendizagem e estágios de desenvolvimento pode resultar em um
grande índice de fracasso escolar. Neste caso, particularmente, acho que a melhor estratégia é
separar grupos de trabalhos que possam desenvolver atividades distintas, com estratégias de
atividade diferenciada.
Para o discente assimilar o conhecimento trabalhado em aula, segundo uma explicação
piagetana (PIAGET,1971), é necessário haver alguns esquemas construídos pela criança, que
muda amplamente conforme o histórico de cada sujeito. O trabalho de pesquisa é uma forma
de promover uma desacomodação no estudante, a ponto de fazer com que ele crie novos
esquemas para a assimilação das informações e relações desenvolvidas durante a aula da
disciplina. Mas para que o professor possa avaliar se este processo de desacomodação está
ocorrendo, além de como está ocorrendo, é necessário haver um resultado concreto, algum
registro desse desenvolvimento. Construir nos alunos a prática de realizar estas tarefas é o
primeiro passo para um bom resultado escolar.I Congresso “Práticas Inovadoras”: o currículo em movimento
A avaliação serve não somente para verificar quais tipos de aprendizagens os alunos
estão tendo, mas também para constatar as noções que os alunos trazem de suas experiências.
Muitas vezes os professores não conseguem compreender os estágios das construções
conceituais dos alunos, e noções que nos parecem elementares são ainda incompreensíveis
para eles. Utilizando, por exemplo, a simples noção de tempo, podemos observar em alunos do
6º ano do ensino fundamental uma divisão e uma conceituação bem distinta daquela utilizada
pelos adultos. Isso ocorre também em relação à percepção sobre o espaço.
Segundo Norbert Elias (ELIAS,1998), as noções de tempo e espaço são construídas
socialmente e não são nada elementares. O arbitrário cultural (BOURDIEU, 2009_b) de se
dividir um ano em doze meses, por exemplo, não tem nada de natural, embora para os adultos
tenham se acostumado tanto a essa divisão que pouco reflitam sobre seu caráter de simples
convenção. As dimensões espaciais também sofrem grandes distorções quanto à visão do
adulto e da criança, o que pode acarretar dificuldades imensas para se trabalhar com o tempo.
Neste sentido, a proposta de se criar uma representação espacial, do tempo passado,
onde se operam as relações sociais a que se pretende abordar, tanto em Geografia quanto em
História, pode possibilitar um exercício de abstração dessas relações baseadas em material
concreto, privilegiando o lúdico e o artístico. Aspectos como esses dão uma vantagem muito
grande ao trabalho com as ciências sócio-históricas, talvez maiores do que com o uso das
tecnologias digitais como meio didático.
A estratégia dessa metodologia não está no simples ato da produção do objeto, mas
nas possibilidades que decorrem desse processo. Primeiramente, a construção de maquetes
significa um processo de pesquisa, que fomenta a aprendizagem. Em posse de um
conhecimento inicial, e visual, sobre o assunto, o aluno precisa passar por um processo criativo
para o planejamento e criação do objeto. Em um segundo momento, ao ser explicado para o
grupo, os alunos passam a por à prova seus conhecimentos, sua capacidade de verbalização na
comunicação de uma noção que foi concretizada e estando sob avaliação coletiva, na medida
em que o trabalho passa a ser feito para a turma, não apenas para o professor. Neste processo
é justo que a crítica parta também dos expectadores do trabalho, portanto, a capacidade de
crítica é desenvolvida nos demais alunos na medida em que são chamados a serem críticos e
alvos das críticas da “opinião pública”.
A experiência em que se baseiam estas reflexões ocorreu no ano de 2013 na EMEF
David Canabarro, nas aulas de História de turmas de 8º ano. A partir da temática sobre Ciclos
Econômicos foi levantada a hipótese de se criar maquetes que representassem um engenho de
açúcar do período colonial, no qual seriam representados suas partes produtivas vinculadas às
atividades econômicas de exportação, às hierarquias sociais representadas pelos lugares I Congresso “Práticas Inovadoras”: o currículo em movimento
ocupados dentro da propriedade, sob os aspectos simbólicos e das relações de trabalho, além
das características estéticas e outros dados históricos que complementassem a apresentação.
O primeiro momento do projeto inicia-se pela aula expositiva, algumas pesquisas nos
livros didáticos dentro da própria sala de aula e uma explicação macro do contexto histórico do
período. O lançamento da proposta de construção é precedido pelas indicações de pesquisa e
possibilidades de métodos de criação, a título de exemplo. Alguns alunos trouxeram resultados
preliminares sobre o assunto e fizeram consultas sobre suas idéias criativas para a elaboração
da maquete, em abordagem ao professor mesmo em períodos de recreio ou na saída da aula.
No dia da apresentação para a turma foi feita uma exposição em que os alunos tinham
que explicar o processo de construção da maquete para o restante da turma, os significados
simbólicos de cada parte, o contexto histórico e os conhecimentos sobre o assunto trabalhado
em aula, que eram aplicados na própria explicação do objeto. Após esta apresentação, cada
grupo passou por uma oportunidade de ser avaliado sobre o resultado de sua construção, onde
os colegas apontam os pontos positivos e o que necessitam ser melhorados para uma
exposição mais ampla.
Na semana seguinte os alunos retornaram com a maquete após as melhorias
apresentadas em decorrência da primeira apresentação e das críticas dos colegas. Desta vez a
exposição foi para toda a escola. A sala de aula foi organizada de maneira expositiva, com
corredores de classes em que os alunos expunham seus trabalhos e explicavam o
funcionamento. Outra parte dos alunos ficou responsável por buscar e organizar os alunos
pequenos para visitarem a exposição. Este momento, deve-se ressaltar, nem estava previsto no
início da proposta de atividade, mas mostrou-se como um dos aspectos mais importantes de
todo o projeto, na medida em que foram colocados em um papel de desempenhar a
responsabilidade por outros alunos, vivenciaram as dificuldades de se manter a ordem dos
menores por comportamentos que eles mesmo demonstravam em outros momentos. I Congresso “Práticas Inovadoras”: o currículo em movimento
A avaliação serve não somente para verificar quais tipos de aprendizagens os alunos
estão tendo, mas também para constatar as noções que os alunos trazem de suas experiências.
Muitas vezes os professores não conseguem compreender os estágios das construções
conceituais dos alunos, e noções que nos parecem elementares são ainda incompreensíveis
para eles. Utilizando, por exemplo, a simples noção de tempo, podemos observar em alunos do
6º ano do ensino fundamental uma divisão e uma conceituação bem distinta daquela utilizada
pelos adultos. Isso ocorre também em relação à percepção sobre o espaço.
Segundo Norbert Elias (ELIAS,1998), as noções de tempo e espaço são construídas
socialmente e não são nada elementares. O arbitrário cultural (BOURDIEU, 2009_b) de se
dividir um ano em doze meses, por exemplo, não tem nada de natural, embora para os adultos
tenham se acostumado tanto a essa divisão que pouco reflitam sobre seu caráter de simples
convenção. As dimensões espaciais também sofrem grandes distorções quanto à visão do
adulto e da criança, o que pode acarretar dificuldades imensas para se trabalhar com o tempo.
Neste sentido, a proposta de se criar uma representação espacial, do tempo passado,
onde se operam as relações sociais a que se pretende abordar, tanto em Geografia quanto em
História, pode possibilitar um exercício de abstração dessas relações baseadas em material
concreto, privilegiando o lúdico e o artístico. Aspectos como esses dão uma vantagem muito
grande ao trabalho com as ciências sócio-históricas, talvez maiores do que com o uso das
tecnologias digitais como meio didático.
A estratégia dessa metodologia não está no simples ato da produção do objeto, mas
nas possibilidades que decorrem desse processo. Primeiramente, a construção de maquetes
significa um processo de pesquisa, que fomenta a aprendizagem. Em posse de um
conhecimento inicial, e visual, sobre o assunto, o aluno precisa passar por um processo criativo
para o planejamento e criação do objeto. Em um segundo momento, ao ser explicado para o
grupo, os alunos passam a por à prova seus conhecimentos, sua capacidade de verbalização na
comunicação de uma noção que foi concretizada e estando sob avaliação coletiva, na medida
em que o trabalho passa a ser feito para a turma, não apenas para o professor. Neste processo
é justo que a crítica parta também dos expectadores do trabalho, portanto, a capacidade de
crítica é desenvolvida nos demais alunos na medida em que são chamados a serem críticos e
alvos das críticas da “opinião pública”.
A experiência em que se baseiam estas reflexões ocorreu no ano de 2013 na EMEF
David Canabarro, nas aulas de História de turmas de 8º ano. A partir da temática sobre Ciclos
Econômicos foi levantada a hipótese de se criar maquetes que representassem um engenho de
açúcar do período colonial, no qual seriam representados suas partes produtivas vinculadas às
atividades econômicas de exportação, às hierarquias sociais representadas pelos lugares I Congresso “Práticas Inovadoras”: o currículo em movimento
ocupados dentro da propriedade, sob os aspectos simbólicos e das relações de trabalho, além
das características estéticas e outros dados históricos que complementassem a apresentação.
O primeiro momento do projeto inicia-se pela aula expositiva, algumas pesquisas nos
livros didáticos dentro da própria sala de aula e uma explicação macro do contexto histórico do
período. O lançamento da proposta de construção é precedido pelas indicações de pesquisa e
possibilidades de métodos de criação, a título de exemplo. Alguns alunos trouxeram resultados
preliminares sobre o assunto e fizeram consultas sobre suas idéias criativas para a elaboração
da maquete, em abordagem ao professor mesmo em períodos de recreio ou na saída da aula.
No dia da apresentação para a turma foi feita uma exposição em que os alunos tinham
que explicar o processo de construção da maquete para o restante da turma, os significados
simbólicos de cada parte, o contexto histórico e os conhecimentos sobre o assunto trabalhado
em aula, que eram aplicados na própria explicação do objeto. Após esta apresentação, cada
grupo passou por uma oportunidade de ser avaliado sobre o resultado de sua construção, onde
os colegas apontam os pontos positivos e o que necessitam ser melhorados para uma
exposição mais ampla.
Na semana seguinte os alunos retornaram com a maquete após as melhorias
apresentadas em decorrência da primeira apresentação e das críticas dos colegas. Desta vez a
exposição foi para toda a escola. A sala de aula foi organizada de maneira expositiva, com
corredores de classes em que os alunos expunham seus trabalhos e explicavam o
funcionamento. Outra parte dos alunos ficou responsável por buscar e organizar os alunos
pequenos para visitarem a exposição. Este momento, deve-se ressaltar, nem estava previsto no
início da proposta de atividade, mas mostrou-se como um dos aspectos mais importantes de
todo o projeto, na medida em que foram colocados em um papel de desempenhar a
responsabilidade por outros alunos, vivenciaram as dificuldades de se manter a ordem dos
menores por comportamentos que eles mesmo demonstravam em outros momentos. Conclusão
Investir em atividades diferenciadas, surgidas de sugestões de alunos, das experiências
em outras disciplinas ou da criatividade do próprio professor nem sempre tem os resultados
esperados. Assim como no planejamento de qualquer aula, pode ser que tenha a aderência dos
alunos ou pode ser que seja algo descompassado com o interesse dos alunos. Inovar não é
garantia de aprendizado por parte dos alunos.
Mas a grande vantagem de atividades diferenciadas é que no processo acabamos sendo
levados por caminhos novos que nos obrigam a refletir sobre nosso próprio fazer pedagógico.
As atividades rotineiras são muito menos propensas a criar esta demanda reflexiva. As aulas
expositivas que já sabemos o final, certamente, é um lugar comum para todos os envolvidos na
interação pedagógica, limitado, muitas vezes, ao desenvolvimento da leitura, da escrita e da
reprodução automática.
As atividades inovadoras têm um potencial que muitas vezes não está somente na
possibilidade de aprendizagem do conteúdo, mas na criação de situações que desenvolvem
outras habilidades, tais como a de se relacionar, organizar eventos, desenvolver capacidades de
expressão artística e verbal, métodos de pesquisa entre tantos outros. São estas situações de
imersão em situações de aprendizagem que caracterizam a vantagem de buscar métodos
novos. Considerar que crianças não pensam como adultos, e que nem sempre os estágios de
desenvolvimento cognitivo estão de acordo com a faixa etária das crianças, permite que
tenhamos a paciência de criar formas mais palpáveis e visíveis de ensinar relações abstratas.
Referências Bibliográficas
BOURDIEU, Pierre. A Economia das Trocas Simbólicas. introdução, organização e seleção Sergio
Miceli. São Paulo, Perspectiva, 2009_a.
BOURDIEU, Pierre. PASSERON, Jean-Claude. A Reprodução: elementos para uma teoria do
sistema de ensino. Tradução de Reynaldo Bairão; revisão de Pedro Benjamin Garcia e Ana
Maria Baeta. 2. ed. Petrópolis, RJ; Vozes, 2009_b. pp.275 .
ELIAS, Norbert. Sobre o tempo. Editado por Michael Schröter; trad. Vera Ribeiro. Rio de Janeiro,
Jorge Zahar Editora. 1998.
PIAGET, Jean. O desenvolvimento mental da criança. Colecção Plura, nº 10, Porto,
Portugal. Delachaux & Niestlé S.A. 1971.
TARDIF, Maurice; LESSARD, Claude. O Trabalho Docente: elementos para uma teoria da
docência como profissão de interações humanas; tradução de João Batista Kreuch. 5. ed. –
Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.
Cartografia Escolar – Maquete Geografia
por Eugênio Pacceli da Fonseca (estou me citando agora para atender a certos exigentes leitores – maio 2011; janeiro e junho de 2012)
Veja o que os alunos chineses estão fazendo. Se eles podem nossos alunos também podem!
Maquetes podem ser muito utilizadas em aulas de Geografia. Abaixo tentamos mostrar como construir maquetes a partir de mapas com curvas de nível.
Algo que sempre interessou aos professores de geografia e aos seus alunos é a construção de maquetes em sala de aula.
Uma maquete com detalhes topográficos pode ser construída com certa facilidade a partir das cartas. Os detalhes aparecerão ou não dependendo da escala com que se trabalha. Na Faculdade pedi algumas vezes maquetes amplas e maquetes mais simples. Elas sempre ficaram corretas e bem bonitas. No Caraça (muito antigo e tradicional Internato em Minas Gerais, hoje museu e pousada) existe uma maquete muito interessante confeccionada em lâminas de madeira.
Os passos para a construção da maquete seriam:
- desenhar em folha fina o contorno geral;
-desenhar no mesmo tipo de folha toda curva de nível de menor altitude
-desenhar em folhas separadas cada uma das curvas de nível mapeadas
-cole cada uma dessas folhas sobre isopor de meio centímetro;
-recorte as curvas do isopor, usando agulha quente
-cole as peças (as curvas), montando o relevo: as curvas de maior altitude sobre as de menor, até o topo das montanhas mais altas;
- cobrir com papel “marchê” (papel toalha ou higiênico aplicados com pincel embebido de mistura cola branca-água) para facilitar a aplicação da massa, que eventualmente pode até ser desnecessária;
- a maquete pode ser feito em EVA, papelão ou outro material, o essencial é manter a equidistância e o mesma espessura do material para cada curva.
- calcular o exagero vertical como veremos a seguir.
Tento ilustrar abaixo: Crie uma paisagem da sua imaginação, abaixo criei uma colina em curvas de nível e vou fazer uma maquete com ela.
Agora copio as curvas: primeiro o contorno geral, que corresponde, aqui, à altitude mais baixa: os 200 metros: em seguida faço cópia da curva subsequente (210 metros); depois as curvas superiores, até a última curva.
Colo cada “peça” sobre o isopor ou papelão e recorto peça por peça. Em seguida é colar uma peça sobre a outra (fiz esta de papelão, a de baixo, de isopor):
Volto a insistir que para uma maquete mais realista deve-se eliminar os degraus da colina, suavizando suas vertentes, utilizando para isso papel imerso na mistura cola-água. Outros preferem deixar como mostrado acima.
Foi uma maquete simple, porém, as mais complicadas seguem os mesmos princípios, apenas requerem tempo maior de dedicação e mais acuidade…
No segundo volume do livro além de detalhar os passos acima, apresento outros modelos de mapas para construção de maquetes. O mais interessante é partir para maquetes de grandes unidades como países e regiões (veja a página: Maquete a partir de mapa físico). Abaixo apresento mais um mapa para construção de maquete e a maquete respectiva. Faça a sua. Tome a liberdade de copiar o mapa, dou toda minha permissão…
Obviamente é melhor que o aluno faça a maquete por ele mesmo. Ensine-o com simplicidade (a colina acima, por exemplo) e depois parta para maquetes mais complexas. O mais difícil e trabalhoso é fazer e mandar que sua escola reproduza, folha por folha, cada uma das curvas de nível, como mostrado abaixo. O resto se torna mais simples e prazeiroso. Com um mapa verdadeiro, o trabalho é muito maior, mas não impossível, e as maquetes ficam impressionantes. Com turmas de alunos mais velhos todo este trabalho fica por conta dos alunos.
Detalhando:
Copie as imagens para seu computador e as imprima. Recorte-as do papel; coloque-as sobre o isopor e recorte-as do isopor. Cole-as:
Esta primeira “prancha” é a base da maquete.
Esta segunda prancha representa toda a extensão do terreno mapeado acima do nível do mar:
Esta outra prancha representa toda extensão mapeada que tem altitude superior a 200 metros (jogue fora a área de altitude inferior):
Agora, prancha de altitudes superiores aos 400 metros, excluir altitudes inferiores ( e assim por diante…):
Agora é colar peça sobre peça…
Faça o acabamento com massa corrida ou com “papel marchê “, capriche nos rios e pronto, é utilizar das maneiras criativas que você sabe (invente as escalas, aumente o mapa original, faça exposições, etc)
Procurarei expor em outra página deste site, como faço no livro, a construção de maquetes de um estado do Brasil ou de um continente.
Veja agora: tentei eliminar os degraus e suavizar as vertentes, colando papel marchê e depois passando massa corrida (massa de parede). Trabalhei na metade direita da maquete para permitir comparações. Agora é pintar.


Pintarei a metade em que passei massa corrida e mostrarei aqui. Aguardem.
Eis ai, a parte pintada da maquete. Pintei com guache e passei cola branca depois de seco, o que deu o brilho. Note que ficou uma mistura de paisagem reduzida e mapa físico (convenção das cores), o que não me agradou ao final. Uma maquete é uma minuatura do espaço verdadeiro, logo, deveria ter cores da paisagem real. Imagens de satélite e fotografias aéreas coloridas podem nos inspirar em relação as cores a serem usadas. Na maquete abaixo há uma transição irreal do verde para o marrom. Num mapa físico, tudo bem, mas em uma maquete deveria ter sido evitada… Vou tentar repintar e se ficar bom, mostro para vocês.

Tenho agora que desenhar os rios…

.Projeto na Espanha: http://lavueltaalmundoenunblog.blogspot.com/2008/12/del-mapa-la-maqueta.html
Construindo maquetes com massa de farinha
Hoje estou trazendo à vocês uma atividade que realizei com meus alunos do sétima ano e que foi muito gratificante, pois consegui aliar a geografia com a cartografia de uma forma prazerosa e prática.
Como estamos estudando o Continente Americano, decidi procurar alguma atividade prática que pudesse estar realizando com os meus alunos. Então encontrei em diversos sites exemplos de atividades realizadas com massa de modelar feita de farinha de trigo. O tema escolhido foi a Topografia do Continente Americano.
Sabia que seria algo desafiador, mas como já possuo a prática fica mais fácil ensinar a técnica aos alunos, que assim passam a entender mais profundamente os mapas topográficos. Obviamente não poderia deixar de lado os demais elementos de uma mapa e de uma maquete: Título, escala, legenda, etc.
Tive que esclarecer aos alunos já no primeiro momento que por termos que ampliar o esqueleto do mapa com o data show, a escala não seria considerada nesta atividade.
Vamos ao desenvolvimento.
Com um mapa hipsométrico do Continente Americano à mão para a visualização e o corpo do mapa ampliado em uma folha de isopor, os alunos iniciaram a modelagem da massa. Com cuidado os alunos foram ajeitando com as mãos a massa de modelar, empurrando ou esticando a massa para ficar de acordo com o contorno do seu mapa.
O mapa hipsométrico indica onde modelar as montanhas , as serras e as colinas, etc. Esses elementos foram modelados como excesso de massa nas posições corretas, sempre com a orientação da professora.

Depois de modelado é deixar secar para depois pintar com guache. Neste momento, é hora de mais um aprendizado. Apesar dos alunos gostarem de usar cores bem coloridas em suas atividades, a professora aproveita o momento para ensinar as cores padronizadas dos mapas físicos, adotadas para o relevo.
O resultado desta atividade vocês podem visualizar nas fotos abaixo.
Espero que tenham gostado do resultado. Não é nada fácil modelar o relevo somente através da observação de um mapa, desta forma nem todas as maquetes saíram exatamente iguais. Mas mesmo os pequenos erros podem se transformar em aprendizagem. Só depende da forma como o professor(a) os explora.
Os alunos gostaram e aprenderam muito ao realizar esta atividade e já estão pedindo BIS.
Quero agradecê-los pela dedicação e empenho na realização desta tarefa.
Ainda em tempo quero deixar aqui a receita da massa que passei para meus alunos.
2 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de sal
Algumas gotas de vinagre e água para amassar.
Postado por Profª Simone Nalim. EEB Professor Custódio de Campos, Xaxim - SC.
Ainda em tempo quero deixar aqui a receita da massa que passei para meus alunos.
2 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de sal
Algumas gotas de vinagre e água para amassar.
Postado por Profª Simone Nalim. EEB Professor Custódio de Campos, Xaxim - SC.
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Ola caros alunos...
Esse será um canal de interações e aprofundamento dos conteúdos de História. Aqui poderemos nos comunicar, postar nossos trabalhos para que o mundo possa ver e saber o que realmente se faz numa verdadeira aula interativa e divertida de Historia... Aguardo a participação de vocês para que possamos encher estas paginas com os trabalhos desenvolvidos.
Abraço a todos e mãos a obra...
Esse será um canal de interações e aprofundamento dos conteúdos de História. Aqui poderemos nos comunicar, postar nossos trabalhos para que o mundo possa ver e saber o que realmente se faz numa verdadeira aula interativa e divertida de Historia... Aguardo a participação de vocês para que possamos encher estas paginas com os trabalhos desenvolvidos.
Abraço a todos e mãos a obra...
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